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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Identidade Profissional

Artigo publicado pelo MSN notícias, sobre a postura das pessoas mediante um mercado competitivo.
Por Juan A. Medina

A falta de emprego ou a simples possibilidade de perdê-lo assusta muitos hoje em dia. Mas algumas vezes ficar sem trabalho pode ser um divisor de águas e representar um bom momento para repensar e dar um novo foco à carreira profissional.



Para Yuri Morejón, assessor de comunicação pública e política da empresa Yescom Consulting, em momentos de crise, como dizia Einstein, "só a imaginação é mais importante que o conhecimento".



"Quando buscamos um emprego, somos mais do que nunca uma combinação única de nossos conhecimentos e habilidades, de nossa personalidade, experiência, valores, e como não, de nossa imagem", afirma Morejón sobre o que chama de "anteprojeto de marca pessoal".

Segundo ele, é fundamental tirar proveito do real potencial profissional para projetar a marca pessoal, fugindo do básico. "É como uma dieta. Você notará os resultados se seguir a bem-sucedida receita dos três 'Pês': paciência, prudência e perseverança", explica.



Receba pelo que vale

Morejón diz que, independentemente da profissão, é importante se dar valor. Para isso, basta identificar seu espaço e encontrar um estilo próprio. A chave passa tanto por uma boa estratégia de comunicação como por um relato atraente que conecte o público alvo.



O especialista em comunicação e marketing destaca a relevância da diferenciação, independência, reconhecimento, reputação e credibilidade do profissional para que se chegue ao real valor de seu trabalho.



Ele estabelece cinco pontos de onde partir para criar uma marca pessoal.



- Objetivos - "Não há vento propício se não se sabe para onde ir. Quem sou? Como sou? O que quero conseguir? A quem quero me dirigir?. Essas são as chaves".



- Diferenciação - "Para ser, é preciso ser diferente. O que fazer? Em que campo me destaco, sou bom ou me motivo?".



- Estratégia - "Quais passos darei para conseguir meus objetivos? Que imagem vou projetar de mim mesmo?".



- Convicção - "É preciso se dar valor. A convicção, na profissão e no valor profissional, é percebida. Ela rende, é algo que atrai, que gera seguidores. Só é necessário encontrá-la e saber projetá-la".



- Paciência - "A maioria dos que fracassam tentou antecipar a hora do sucesso".



Internet e redes sociais

Por trás de uma marca pessoal deve haver uma história coerente, viva, estruturada, crível, sedutora e autêntica construída com base em valores, idéias, as palavras, imagens e projetos que se deseja transmitir. Em palavras de Morejón, "o relato bem narrado simplifica, interpreta, clarifica, comunica, integra, motiva, persuade, mobiliza, emociona, humaniza um serviço, um produto e quem o vende".



Para ele, a ajuda da internet e de redes sociais para expandir a marca pessoal são inventadas, mas existem riscos. "O maior é crer que estar nelas é o fim, e não o meio para chegar, conectar e interagir com outras pessoas. Conhecer a rede e a forma de comunicar-se nela é chave para ficar conhecido, aproximar-se da interação com o público, debater e receber propostas, criar opinião e, definitivamente, se referência no âmbito profissional".



No que se refere ao custo que uma marca pessoal tem que criar, o especialista afirma que "não é questão de dinheiro, mas de tempo, dedicação e de querer crescer e melhorar como profissional".



Para Morejón, criar uma marca que forneça valor e tenha boa reputação não é fácil. Nosso nome, nossa reputação será algo que nos acompanhará por toda a vida.



"Poderá mudar, sem dúvida, mas nunca poderemos descuidar de áreas mais humanas como a forma de atuar, a maneira de nos relacionar, a honestidade e nossa credibilidade. É ela a que somará ou diminuirá qualidades a nosso prestígio como profissionais", esclarece.

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